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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

37 - "Sim, Di, vocês podem ter uma noite de núpcias bem animada."

A mãe de Alexis era a próxima a discursar.
Mãe de Alexis – Quando conheci a Adriana, fui completamente apanhada de surpresa com…tudo o que contaram. Não recebi a Adriana de braços abertos. Não percebi como era verdadeiro. Hoje arrependo-me bastante e dou aos parabéns aos seus pais, pela rapariga íntegra e lutadora que criaram. Sei que serão muito felizes.
Pai de Di – Quando soube que a minha filha namorava com o Alexis, interroguei-o e intimidei-o. Acho que todos os pais fazem isso. É sempre…a nossa menina.
Mãe de Di – Pois, mas depois teve de dar o braço a torcer. Porque de facto é um rapaz maravilhoso, sem defeitos a apontar. Esperamos que sejam muito felizes, apesar de o casamento não ser fácil. Mas o importante é que vivam o dia a dia. Esse sim, far-vos-á felizes.
Seguiam-se por fim, Cesc e Ana. Cesc era o primeiro a tomar a palavra.
Cesc – Quando cheguei a Espanha, o Alexis já estava apanhadinho pela Adriana. Nessa noite, fomos jantar com ela e eram só sorrisinhos e olhares cúmplices, estão a imaginar... A minha afinidade com o Alexis foi crescendo e eu fui percebendo o quanto estes dois eram feitos um para o outro. Já com a Di, foi diferente. Talvez por ela ser muito importante para duas pessoas muito importantes para mim, criei uma relação de muito afeto e carinho para com ela. É como uma irmã mais nova, que estamos sempre a querer proteger. Mas sei que o Alexis vai cumprir essa função muito bem.
Por fim, seguia-se Ana.
Ana – Acho que primeiro de tudo eu não salvei a Di. Quem o fez foi sem dúvida alguma o Alexis. A Adriana foi para o hospital, num estado crítico, ainda pude ter algum tempo no bloco operatório. Lembro-me da sua expressão aflita, lembro-me das suas palavras. Dizia-me várias vezes para chamar o Alexis, pois não podia morrer sem beijá-lo, sem lhe dizer que o amava. Eu neguei-lhe essa vontade. E por isso, ela teve de agarrar-se à vida, lutar por ela. E a vida deu-lhe este presente, o de encontrar o amor verdadeiro. Tenho a certeza que eles construirão um futuro lindo. Os três…
Uma grande salva de palmas encerra aquela onda de discursos e a festa continua. Eram já 6 da manhã quando os últimos convidados abandonam a festa. Restavam os noivos e os padrinhos. Di chama Ana à parte.
Di – Ana, agora que eu estou grávida, eu e o Alexis podemos…
Ana – Sim, Di, vocês podem ter uma noite de núpcias bem animada.
Di – Ok, obrigada.
As duas juntam-se aos rapazes.
Alexis – Pois, nós se calhar vamos para casa…
Di – Sim, vamos…
Alexis e Di chegam a casa, quando o sol já se preparava para nascer. Alexis pega em Adriana ao colo e leva-a para a sua cama. O jovem sentia-se inseguro. Afinal, tecnicamente, não eram só eles os dois. Contudo, Adriana começou a despi-lo e todas as inseguranças dissiparam-se. Naquela noite, era diferente. Havia ainda mais paixão, mais entrega. Como se fosse a última noite das suas vidas. Alexis tratava Di como se fosse a sua primeira noite. Independentemente da gravidez da Adriana, Alexis via aquele momento como uma amostra do que queria que aquele casamento fosse: entrega, paixão, apoio, carinho, compreensão, respeito. No momento em que o corpo quente de Alexis sentia a pele suave de Adriana, tudo o resto deixava de existir…


Manhã seguinte
Adriana acabara de abrir os olhos. Ao pé da sua cabeceira, Alexis com um sorriso enorme nos lábios e o pequeno-almoço.
Alexis – Bom dia!
Di – Bom dia.
Alexis – Trouxe-te o pequeno-almoço. Espero que gostes.
Di – Está tudo com ótimo aspeto mas…
Alexis – Mas…
Di – Mas importaste que coma mais tarde?
Alexis – Estás enjoada?
Di – Bastante. Desculpa, não queria estragar o momento.
Alexis – Estragar? Di… Lembraste, ontem prometemos receber amorosamente os nossos filhos…
Di – Sim, mas…
Alexis – Mas nada. Até enjoada és bonita.
Di – Alexis, não digas essas coisas! Deixas-me corada e confusa. Anda mas é para ao pé de mim…
Alexis enfia-se na cama com Di.
Di – Adoro quando estamos assim. Juntinhos…
Alexis – Ai sim?
Di – Sim. Dá-me uma sensação de proteção e segurança tremendas.
Alexis – Vês-me assim? Como um porto seguro?
Di – Sim, vejo. É como se mais nada existisse quando estamos assim agarradinhos.
Alexis – Era a melhor coisa que me podias dizer…
Di – Amo-te tanto Alexis.
Alexis – Adriana, tu és a minha vida.
Adriana sorri emocionada e os dois continuam a aproveitar a sua curta lua-de-mel.
Entretanto, na casa ao lado o cenário era bem diferente. Para variar, Ana refugiava-se na música e na dança do ventre para libertar as frustrações. Enquanto que Cesc a observava secretamente. O jovem perdia-se a vê-la dançar.
Já eram três da tarde, quando Ana sai do quarto. Depara-se logo com um par de malas, transportadas por Cesc.
Ana – O que é isto?
Cesc – Vou sair de casa.
Ana – O quê? Mas eu é que ia fazê-lo…
Cesc – Ana, para mim acabou.
Ana fica pálida, sem conseguir articular uma única palavra.
Cesc – Para mim, acabou. Eu tenho morrido todos os dias à tua espera. E pensando bem, tu não estás disposta a dar-me nada. Sei que ontem disse que esperaria por ti, mas durante esta noite não dormi por minuto, à procura de alguma coisa na nossa história que me desse um pouco de esperança. E não encontrei nada… Ontem, ao ver a Adriana entrar na igreja, pensei como desejava que a nossa história fosse como a deles. Mas nunca será… Eu dei tudo por ti, eu morria por ti, e tu nem um simples gesto de amor consegues ter para comigo. Nem um “amo-te” sincero… Dói demais, demais…
Cesc pega nas malas e sai. Ana fica em lágrimas e começa a partir coisas. Estava desesperada. Dois anos depois, Ana voltava a chorar por amor. Desta vez com um sentimento de culpa que a corroía. Cesc tinha-lhe tantas vezes mostrado que a amava e ela tinha-o deixado escapar. E pior, tinha-o magoado…

36 - "Foi o sorriso."

Alexis – É o dia mais feliz da minha vida. Está a ser perfeito.
Di – Nestes dias, pensei bastante em nós. Em como tudo aconteceu tão rápido…
Alexis – E tu que disseste que querias ir com calma.
Di – É verdade. Ainda te lembras desse dia?
Alexis – Como se fosse hoje. Foi a melhor viagem de comboio da minha vida.
Di – Foi uma boa viagem. Deu para conhecer Lisboa minimamente. Não te pudeste queixar.
Alexis – Pois, mas quase que morrias lá.
Di – Pois, mas pelo menos a partir daí tornámo-nos um casal. Compensou.
Alexis – É que nem brinques com isso. Foi o maior susto da minha vida. Mas eu juro que agora te vou proteger sempre, sempre, sempre.
Di – Como no Chile?!
Alexis – Sim, como no Chile, Adriana. Eu não te posso perder. Nem a ti, nem ao nosso pequeno.
Di – Tu nunca me vais perder. E quanto ao nosso pequeno, nós havemos de ser bons pais, vais ver.
Alexis – Vou fazer tudo por isso, podes acreditar.
Enquanto que os dois falavam sobre os seus planos para o futuro, a conversa de Ana e Leo era mais…futebolística. Até que Cesc pede delicadamente a Leo que o deixe dançar com Ana, que fica bastante incomodada com a situação. Enquanto dançavam, Cesc abria o seu coração a Ana.
Cesc – Eu não aguento mais isto.
Ana – Isto o quê?
Cesc – Saber que a qualquer momento posso perder-te para outro, sem sequer seres minha.
Ana – Cesc…
Cesc – Ana, eu preciso de ti. Eu amo-te!
Ana – Cesc, eu vou sair de casa.
Cesc – O quê?!
Ana – Cesc, foi um conselho da psicóloga.
Cesc – Que raio de psicóloga é essa? Ela disse especificamente para te afastares de mim?!
Ana – Não. Ela disse que eu não podia querer fazer tudo ao mesmo tempo. Que não podia estar a viver algo para o qual não estava preparada.
Cesc – Não estás preparada para mim?
Ana – Não. Infelizmente, não.
Cesc – Não ou ainda não?
Ana – Espero que ainda não.
Cesc – Posso ter esperanças no futuro?
Ana – Eu vou fazer tudo para conseguir que tenhamos um futuro.
Cesc – Juntos?
Ana – Sim, vou lutar para que tenhamos um futuro juntos.
Cesc – Deixa-me ajudar-te, Ana.
Ana – Cesc, eu tenho de ultrapassar isto sozinha. Primeiro, tenho de ultrapassar todos os meus traumas para depois podermos ter uma vida normal.
Cesc – Eu não quero uma vida normal, quero uma vida contigo.
Ana – Cesc, não me pressiones. Eu quero poder fazer-te feliz. Mas ainda não estou preparada para isso.
Cesc – Diz-me só que me amas.
Ana – Cesc…
Cesc – Ana, é só um “amo-te”. E sei que se o dissesses seria verdadeiro.
Ana – Cesc, eu não posso. Depois desse “amo-te” tudo mudaria. Tu sabes disso.
Cesc – Tal como ia ter mudado se nos tivéssemos beijado há duas semanas quando a Di apareceu.
Ana – Exatamente.
Cesc – Então, quer dizer que te sentes feliz por não ter acontecido?
Ana – Sim, sinto. Sinto-me aliviada. Aquele beijo poderia ter precipitado tudo.
Cesc – Sim, teria precipitado tudo. Teria precipitado tudo porque eu espero por ti há mais de três meses e nunca sofri tanto na minha vida. Tu tanto vais como vens, tanto dizes que queres espaço como dizes que me queres beijar. Isso magoa-me!
Ana – Era tudo que eu não queria que acontecesse, magoar-te. Desculpa.
Cesc – Precisas de tempo, não é? Então eu espero. Eu espero. Não me vais proibir de esperar por ti, pois não?
Ana – Devia. Não quero que deixes de viver por algo…que te pode desiludir.
Cesc – Eu sei o que faço, e até que ponto e por quem estou disposto a sofrer.
Cesc dá um beijo na testa a Ana, sussurra-lhe um “amo-te” e retira-se, deixando-a em lágrimas.
Entretanto, Alexis e Di protagonizam mais um dos momentos da noite: a notícia da gravidez de Di, após partirem o bolo.
Alexis – Aproveito para agradecer a todos a vossa presença e para vos dar uma grande notícia. Eu e a Adriana vamos ser pais.
A notícia é recebida com uma grande salva de palmas, juntamente com alguma surpresa dos convidados que não esperavam nada tão repentino.
Di – Pronto, acho que está na hora dos discursos. Acho que começam os noivos… Alexis, começas tu?
Alexis – Sim, acho que sim. Dizem muita coisa sobre o amor. Sinceramente, sempre achei que exageravam. Que simplesmente procuravam algo mágico, que não existia. Para variar, não tinha razão. Essa minha ideia de o amor ser algo básico e vulgar desmoronou-se naquela sessão fotográfica, em que conheci a Adriana. Lembro-me de estar a conversar com a nossa fotógrafa, hoje nossa madrinha, quando ela apareceu. Ainda hoje não percebo se foi o seu sorriso ou o seu olhar a prender-me a ela. Mas sei que percebi logo que era a mulher da minha vida. Todos os momentos que passei com ela foram inesquecíveis. Quando ela foi parar ao hospital em estado grave, foi a maior angústia da minha vida. Senti-me impotente e culpado por não a ter protegido. Agradeço novamente a ti, Ana, que salvaste a pessoa mais importante da minha vida. A partir desse momento, sei que fizemos loucuras atrás de loucuras. Mas não me arrependo de nenhuma.
Uma grande salva de palmas e alguma emoção encerra o discurso de Alexis. Seguia-se Adriana.
Di – Bom, eu lembro-me do que me prendeu ao Alexis desde aquela sessão. Foi o sorriso. Aquele sorriso doce e sonhador. Eu sempre acreditei no amor, mas o trabalho era a minha prioridade naquele momento. Não esperava que aparecesse alguém como o Alexis. Mas apareceu e a minha vida deu uma volta de 180º. Também agradeço à Ana. Por me ter salvo e por me dar a oportunidade de ser feliz com o Alexis. Sei que a maioria das pessoas acha que foi tudo muito repentino: vivermos juntos, casarmo-nos, termos um filho. Mas eu acho que veio tudo na hora certa. Estar a um passo da morte, fez-me perceber que a vida tem de ser vivida porque amanhã…amanhã poderá ser tudo diferente. E o Alexis…o Alexis faz-me feliz, faz de mim uma pessoa…completa.
Novamente uma grande salva de palmas encerra aquele discurso. Faltavam os pais dos noivos e os padrinhos. O que diriam Ana e Cesc depois de uma discussão tão intensa?

35 - "Pai, não me deixes cair."


Quando lá chegam, já todos se encontram dentro da igreja. Alexis estava bastante nervoso. Mexia constantemente no fato e no cabelo.
Cesc Fabregas
Alexis Sanchez




















Cesc – Tem calma.
Alexis – Ela ainda não apareceu. E se ela desiste?
Cesc – Alexis, não digas asneiras!
Alexis – Vai lá fora ver se ela chega.
Cesc – Ok, mas acalma-te!
Cesc dirige-se ao exterior da igreja, onde Di acabava de chegar acompanhada de Ana. Cesc arranja o cabelo e a gravata e vai ter com elas.
Cesc – Olá. Estão lindas.
Di – Obrigada.
Cesc – Adriana, devias pensar em entrar. Mais um minuto e o Alexis tem um ataque cardíaco.
Ana – Eu disse-te, Di. O teu pai deve estar ansioso por te poder levar ao altar. Olha para ele.
Cesc – Vamos lá a despachar, meninas! Daqui a um bocado o Alexis tem um colapso emocional!
Ana – Ok, ok, vamos lá.
Cesc dá um beijo na testa a Adriana, e entrega-a ao pai.
Cesc – Vamos?
Ana – Sim, vamos.
Ana e Cesc entram para a igreja, vão ter com Alexis, acalmam-no e Adriana prepara a sua entrada na igreja. Igreja essa que estava lindíssima e completamente cheia.

Antes da entrada de Adriana, Cesc dá uma palavra a Ana.
Cesc – Posso ter a esperança de um dia ser eu a ver-te entrar vestida de branco numa igreja?
Ana – Não me parece, Cesc. Desculpa.
Entretanto, Di começa a entrar. Estava tão nervosa que nem sequer imaginava o quão fortemente agarrava o braço do seu pai.
Di – Pai, não me deixes cair.
Pai de Di – Nunca, filha, nunca.
Quando Alexis avista Di, emociona-se e uma lágrima escorre-lhe pelo rosto. Quando Di chega finalmente ao altar, o pai entrega-a a Alexis, ela limpa-lhe essa lágrima e beija-o no rosto. O casamento começa. Di e Alexis tinham as suas mãos dadas desde que Di chegara.
Sacerdote – Noivos caríssimos, viestes à casa da Igreja para que o vosso propósito de contrair Matrimónio seja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro da Igreja e na presença da comunidade cristã. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Batismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um novo sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do Matrimónio. Diante da Igreja, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições. Adriana e Alexis viestes aqui para celebrar o vosso Matrimónio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?
Di e Alexis – É, sim.
Sacerdote – Vós que seguis o caminho do Matrimónio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida?
Di e Alexis (olhando-se nos olhos) – Estou, sim.
Sacerdote - Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?
Di e Alexis (com um grande sorriso nos lábios) – Estou, sim.
Sacerdote - Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimónio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.
Di e Alexis unem as mãos.
Alexis – Eu, Alexis, recebo-te por minha esposa a ti, Adriana, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Di – Eu, Adriana, recebo-te por meu esposo a ti, Alexis, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Pouco tempo depois, procedem à troca de alianças.
Alexis (colocando o anel no dedo de Di) – Adriana, recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Adriana (colocando a aliança no dedo de Alexis) - Alexis, recebe esta aliança
como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Os dois trocam um beijo apaixonado.
No fim da cerimónia, dirigem-se juntamente com os padrinhos e assinam aquilo que perante a igreja os uniria até à morte. Depois saem e são acarinhados por todos, mas principalmente um pelo outro.
Entretanto, seguem todos para uma quinta lindíssima, onde decorre a festa.

Centros de mesa

Os dois estavam sentados sozinhos numa mesa, onde sorrisos e beijos nunca faltavam, juntamente com juras de amor eterno.
Já Ana lidava desconfortavelmente com os olhares de Cesc, até que resolve ir à casa de banho, para que pudesse respirar uns minutos sem ter o espanhol a observá-la.
Quando sai, choca com um rapaz e acaba por cair. Era Leonel Messi.
Leonel Messi – Estás bem? Desculpa, não te vi. – ajudando-a a levantar-se.
Ana – Não faz mal. Afinal não é todos os dias que tenho o prazer de ser atropelada pelo melhor jogador do mundo.
Os dois riem-se.
Leonel Messi – Não me vais tratar por “melhor jogador do mundo”, pois não?
Ana – Claro que não. Vou tratar-te por “Senhor Leonel Messi, melhor jogador do mundo”.
Os dois riem-se.
Leonel Messi – A sério, não faças isso que me fazes corar. Trata-me por Leo.
Ana – Ok…Leo.
Leo – E tu? Como te chamas?
Ana – Chamo-me Ana. E já que faltaste ao treino em que fui apresentada ao plantel, ficas a saber que sou a nova fotógrafa do Clube e faço parte do departamento médico.
Leo – Tu és a Ana do Cesc?
Ana – A Ana do Cesc?!
Leo – Desculpa. Eu não queria dizer isto por estas palavras.
Ana – Ai não? E querias dizer o quê?
Leo – Queria dizer que eras a rapariga por quem o Cesc está apaixonado.
Ana – Pois, isso.
Leo – Desculpa, a sério.
Ana – Ok, ok.
Leo – A menina dá-me a honra desta dança?
Os dois riem-se.
Ana – É para quê? Para me compensares do choque ou daquela coisa de eu ser a Ana do Cesc?
Leo – As duas.
E riem-se.
Ana – Então, sim, aceito.
Leo – Eu prometo que vou tentar não te pisar.
Ana – Mas tenta mesmo, ok?
Leo e Ana dançavam bastante animados, com muitos risos à mistura, enquanto que Cesc observava aquilo bastante magoado. Já Di e Alexis, também na pista de dança, dançavam bem agarradinhos, aproveitando cada segundo daquele dia mágico…

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

34 - ´"Fàbreguinhas? Ui tanto amor…"

Di e Alexis regressam a casa, sempre de olhos naquela cópia da ecografia. Quanto mais falavam, mais dúvidas surgiam. Quando chegam a casa, vão logo a casa de Ana, que já os esperava. Conhecia bem a ânsia de ter um filho.
Ana – Entrem. Digam lá as vossas dúvidas.
Os dois entram e sentam-se no sofá.
Di – Eu…sinto-me insegura.
Alexis – Sim, é um bebé, um filho.
Ana – Calma, Di. É normal que te sintas assim, são as hormonas. Mas vamos viver isto semana a semana, ok? Não tentem saber tudo logo. A cada semana algo acontece e eu vou informar-vos disso, não precisam de se preocupar.
Di – Então está tudo bem?
Ana – O que é que o médico disse?
Di – Que estava tudo bem.
Ana – Então é porque está!
Di – Mas ele parece tão pequenino…
Ana – Di, ele tem cerca de 3 cm e 4 gramas.
Di – O quê?!
Ana – Di, ele nasceu de coisas microscópicas! Ele só vai começar a crescer a olhos vistos a partir das 20 semanas.
Di – Tanto?!
Ana – Tenham calma. Uma gravidez tem de ter este tempo. É o necessário para o vosso filho se desenvolva e vocês se prepararem para ter um filho.
Alexis – Ok…
Ana – Mas vocês ainda não me contaram como correram essas viagens…
Alexis – Pois…
Ana – Já estou a ver que o teu pai não facilitou, Di…
Alexis – Mesmo. O Cesc onde anda?
Ana – Olha ele a desviar a conversa. O Fàbreguinhas deve estar no quarto. Vai lá.
Alexis – Fàbreguinhas? Ui tanto amor…
Ana atira uma almofada a Alexis.
Ana – Desaparece mas é daqui. Eu e a Di temos muita coisa que falar.
Alexis – Ok, ok.
Alexis retira-se.
Ana – Então, Di, qual é a sensação de ser mamã?
Di – É estranha. Muito estranha.
Ana – Quando vires a barriga a começar a crescer, vais ver que não é assim tão estranho…
Di – Estou ansiosa…
Ana – Mas antes, temos outro acontecimento…
Di – Estou uma pilha.
Ana – Já não é a primeira vez que te casas.
Riem-se.
Di – Quero que seja inesquecível.
Ana – E vai ser. Amanhã, vai ser dia de meninas! E um menino no máximo (acariciando a barriga de Di).
Di – Está combinado.
Ana – Então avisa o papá babado!
Di – E tu o príncipe encantado…
Ana – Estás a falar do Fàbreguinhas?!
Di – Sim. Esse romance cresceu, ou não?
Ana (incomodada) – Oh Di, mas que romance mas qual quê?!
Di – Calma, estava a brincar. Não é preciso ficares assim.
Ana – Desculpa.
Di – Passou-se alguma coisa que eu deva saber?
Ana (nervosa) – Não, claro que não!
Di – Calma, Ana. Já percebi que algo se passou. Mas pronto, quando precisares de falar, falas.
Ana – Obrigada.
Di – Mas não se aproximaram mais? Vocês estavam tão…próximos. Eu e o Alexis comentamos várias vezes que quando voltássemos, talvez houvesse novidades…
Ana – Não, não há. Nem nunca vai haver.
Di – Ok, ok. Então eu vou chamar o Alexis. Vemo-nos amanhã?
Ana – Claro.
Di vai chamar Alexis e os dois saem.

Dia seguinte
Tocam à campainha. Alexis vai abrir.


Ana – Então a mamã está pronta?
Alexis – Sim, está. Só está a tomar o pequeno-almoço.
Entretanto, Cesc aparece.
Cesc – Bom dia!
Alexis – Isto anda concorrido… Mas ainda bem que vocês estão aqui os dois. Eu e a Di temos uma coisa para vos pedir.
Di acaba de tomar o pequeno-almoço e junta-se ao grupo.
Di – Então, peço eu ou pedes tu?
Alexis – Pede tu, da outra vez fui eu a pedir.
Ana – Pedir? Pedir o quê?
Alexis – Ana, Cesc, aceitam  ser nossos padrinhos?
Cesc – Claro!
Ana – Isso nem se pergunta!
Di – Ainda bem! Ana, vamos?
Ana – Vamos! E os meninos cuidem-se! Alexis, o Fàbreguinhas (atrapalha-se), quer dizer o Cesc ajuda-te a escolher um fato.
Cesc – Fàbreguinhas?!
Ana – Di, vamos?
Di – Claro.
As duas saem, com Ana muito atrapalhada. Passam o dia nas compras. Duas semanas para preparar um casamento era um tempo record!

Dia do casamento
Ana encontra-se em casa de Di a ajudá-la a preparar-se. Alexis está em casa de Cesc.
Di – Ana, ajuda-me a preparar o vestido!!!
Ana – Já vai, já vai!
Di – Eu engordei!
Ana – Não, não engordaste. O bebé é minúsculo, Di.
Di – Mas, mas…
Ana – Di, estás muito nervosa. Tem calma! Eu aperto o vestido.
Ana aperta-lhe o vestido.

Ana – Pronto, perfeita! Uma lingerie linda, uns sapatos lindos, um vestido novo, um laço azul, uns brincos emprestados…
Di – Ai, estou tão nervosa!
Ana – Calma, Di! És a noiva mais bonita que já vi.
Di – Tu também estás linda!
Ana – Um elogio desses, vindo da noiva mais perfeita de sempre até me faz corar!
Di – Oh, obrigada Ana, por tudo.
Ana – Di, lamechices agora não! O teu noivo deve estar à espera no altar. Nervosíssimo!
Di – Então, vamos!
As duas entram para o carro. Adriana estava uma pilha de nervos!

Ana







quinta-feira, 17 de novembro de 2011

33 - "O quê? Casar pela igreja?!"

Entretanto Di e Alexis chegam a Lisboa. Apanham um táxi e vão para casa dos pais de Adriana. Di prepara-se para tocar à campainha e Alexis trava-a.
Di – Que foi?
Alexis – E se eles não gostarem de mim?
Di – Alexis, eles vão adorar-te! Toda a gente te adora!
Alexis – Eles são teus pais. Podem não gostar.
Di – E se não gostarem qual é o problema? Que eu saiba vais casar-te comigo não com eles. E és pai do meu filho não da deles.
Alexis – Pois, não sou pai da filha deles, mas sou do neto. Não me vou casar com eles, mas vou casar com a filha deles.
Di – Alexis, nós prometemos. “Amar-nos, respeitar-nos, apoiar-nos”. E vai ser em tudo. Tem calma.
Alexis – Ok. Estou bem?
Di – Estás ótimo. Agora posso tocar?
Alexis (respira fundo) – Podes.
Adriana toca à campainha. É a mãe dela que abre.
Mãe de Di – Adriana!
Di – Mãe!
As duas abraçam-se.
Mãe de Di – Entrem.
Os dois entram.
Mãe de Di – Então, quem é este rapaz?
Di – O pai está?
Mãe de Di – Está, eu vou chamá-lo.
A mãe de Di chama o pai da jovem, que aparece rapidamente.
Pai de Di – Filha! – abraçando-a – que saudades da minha pequenina! Quem é este…rapaz?
Di – Pai, mãe, este é o Alexis, o meu namorado.
Pai de Di – Este caramelo é teu namorado?
Di – Pai!
Pai de Di – Estou a brincar, filha! Alexis, podes respirar à vontade, eu não te vou bater.
Alexis – Pois…
Pai de Di – E vê se ganhas alguma cor… Estás muito pálido. Parece que viste um monstro. Se calhar até viste…
Mãe de Di – Ok, ok. Vocês jantam cá?
Di – Claro. Tenho saudades da tua comida.
Mãe de Di – Imagino! Estás mais magra! Não comes!
Di – Pois, magra… E então posso ajudar no jantar?
Mãe de Di – Claro.
Pai de Di – Adriana, como disseste que o teu namorado se chamava?
Alexis – Chamo-me Alexis, Alexis Sanchéz.
Pai de Di – Tu és aquele jogador do Barcelona, não és? Aquele chileno.
Alexis – Sim, sou. Trate-me por Alexis.
Pai de Di – Claro, Alexis. Enquanto que as meninas fazem o jantar e põem a conversa em dia, nós conversamos um bocado.
Alexis – Claro…
Di (sussurrando ao ouvido de Alexis) – Tem calma. Em caso de emergência, grita.
Alexis – Ok, ok.
Di segue com a mãe, e Alexis fica com o pai da jovem. Alexis tremia por todo o lado. Afinal, aquele era pai de Di, o seu sogro. Entretanto, o jantar fica pronto, e todos seguem para a mesa. Um jantar com muita conversa, até que Di resolve dar mais uma notícia.
Di – Agora que vocês já conhecem o Alexis, tenho mais umas novidades para vos dar. Eu e o Alexis casamo-nos pelo civil há um mês. E daqui a uns dias vamos casar-nos pela igreja…
O pai de Di engasga-se.
Pai do Di – O quê? Casar pela igreja?! Isso não é uma brincadeira! Igreja é para sempre! Pelo civil casam-se e descasam-se mas igreja? Igreja é a sério!!!
Di – Pai…
Mãe de Di – Adriana, chega à cozinha, por favor.
Di – Agora?!
Mãe de Di – Já.
Di – Ok.
Alexis – Di!
Di – Calma, eu volto já.
Alexis e o pai de Adriana ficam a sós.
Pai de Di – Abre o jogo comigo.
Alexis – Desculpe, não percebi.
Pai de Di – O que é que achas que é o casamento?
Alexis – Eu amo a Adriana. E o casamento é para mim é um compromisso, em que jurei e jurarei  amá-la, respeitá-la, protege-la, apoiá-la. Porque sei ela eu não vivo. Desde que a conheci que vivo para ela. Para a fazer feliz. Pode confiar em mim. Eu dou a minha vida por ela.
O pai de Adriana fica, por momentos, sem palavras.
Pai de Di – Sempre protegi a Adriana de todos os rapazes, porque nunca pensei que poderia aparecer um rapaz como tu. Ainda bem que apareceste. Toma bem conta da minha menina.
Alexis – Pode ter a certeza que vou. É para ela e para o nosso filho que vivo.
Pai de Di – O vosso filho?!
Alexis (atrapalhado) – Eu…eu…eu…a Di e eu vamos ser pais.
O pai de Di fica perplexo a olhar para o jovem. A mãe de Di, que tinha escutado a conversa com a filha, fica em estado de choque. Di volta para a sala e abre o jogo.
Di – Pai, mãe, eu estou grávida. Eu e o Alexis vamos ser pais. Não vou esconder que me sinto muito insegura e tenho medo de não conseguir ser boa mãe, mas eu tive os melhores exemplos, e escolhi o melhor pai que podia.
O pai de Di respira fundo e dá-lhes o seu apoio.
Pai de Di – Eu falo por mim, mas acho que a tua mãe tem a mesma opinião, eu confio no Alexis. E sei que vocês são capazes de fazer este bebé feliz. Têm o nosso inteiro apoio.
Mãe de Di – Sim, o teu pai tem razão.
Di – Obrigada!
Mãe de Di – Pronto, pronto, não vamos chorar! Quando é que voltam para Barcelona?
Di – Amanhã cedinho. Às 15h tenho a minha primeira ecografia.
Mãe de Di – Oh vai ser lindo. Ainda me lembro quando te vi ou pelo menos tentei ver, pela primeira vez. Vai descansar, que bem precisas. Vão para o teu quarto. Até amanhã.
Di e Alexis seguem para o quarto, preparam-se para dormir e deitam-se.
Alexis – Uau, os teus pais foram fantásticos…
Di – Por momentos tive medo que o meu pai te comesse com os olhos.
Alexis – Ele ama-te, preocupa-se. Como eu.
Di – Eu também te amo. Estás ansioso como eu?
Alexis – Acho que estou mais. Como será?
Di – Espero que esteja tudo bem.
Alexis – Vai estar.
Os dois acabam por adormecer.


Dia seguinte
















Di e Alexis vestem-se, preparam-se para sair e seguem para o aeroporto. Horas depois, estavam em Barcelona. Vão logo ter com Ana, ela já estivera grávida e já tinha estudado medicina, saberia muita coisa.
Ana – Olá! Entrem!
Os dois entram.
Ana – Então, Alexis, o menino tinha de atrair as atenções e ir para o hospital…
Di – Vocês vão começar já a pegar-se?!
Ana – Não que ideia. Então ansiosa pela ecografia?
Di – Claro! Há algo que me possas dizer?
Ana – Pelas minhas contas, estás grávida de cerca de 10 semanas. Neste momento, o vosso filho já começou a formar a coluna e o sistema nervoso e muitos órgãos como rins, fígado, intestinos, até os ossos já se estão a formar.
Di – Uau…
Ana – Apesar de não sentires. Ele mexe-se muito aí dentro. Ele já tem impressões digitais. E neste momento, já começa a ter aspeto de um recém-nascido.
Di – Estou tão ansiosa.
Ana – E eu tenho uma boa notícia para vocês…
Di – Qual?
Ana – Vocês vão poder ouvir o coração dele bater.
Alexis e Adriana ficam fascinados com a ideia. O tempo custa a passar. Quando faltava ainda meia hora para a consulta, já estavam à porta do consultório. Quando lá entram, o médico explica bastantes factos, alerta-os para a responsabilidade e finalmente fazem a ecografia. Quando Alexis ouve o bater do coração do pequeno rebento, não consegue conter-se e chora. Di também não consegue esconder a emoção. Era o momento mais emocionante das suas vidas. Era tão real…