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quarta-feira, 30 de maio de 2012

A TODAS AS LEITORAS!!!

Olá! 
Como já repararam estamos a 1 capítulo do 100º capítulo, uma marca importante.
Quando começamos a fic não imaginavamos que pudesse chegar tão longe. De facto, só chegamos até aqui por VOCÊS. Portanto, pedimo-vos mais um favor: respondam às sondagens que estão do lado direito do blog. As questão são sobre como descobriram a fic e quando a começaram a ler.
As respostas servirão para o capítulo 100, portanto quanto mais rápidos forem a responder, mais rápido postaremos ;)

Beijo

P.S. Podem comentar este post sobre este 99 capítulos e sobre como descobriram e quando começaram a ler a fic. Até breve!

domingo, 27 de maio de 2012

99 - "Queres deixar o Thiago órfão de pai?"


Antes do capítulo, um pedido de desculpas! Sabemos que desta vez demoramos um pouquinho mais a postar. Sorry! Para compensar um capítulo grandinho ;)

Em Madrid, a festa prolongou-se durante toda a tarde e seguiu noite fora. Quando Cesc embarcou para Barcelona, já passava das 5 da manhã. Cerca de uma hora e meia depois, entrava em casa. Ana continuava deitada no sofá, a dormir profundamente. Estava enroscada sob si própria, de forma a manter o corpo quente. Cesc pegou nela, deitou-a na cama e adormeceu.

Dia seguinte
Ana acordou e deparou-se com Cesc ao seu lado. Concluiu que certamente teria sido ele a trazê-la para a cama. Levantou-se com bastantes enjoos. Espreguiçou-se e silenciosamente foi até à sala. Ligou a televisão e assistiu a reportagens sobre os festejos na capital espanhola após a revalidação do título europeu por Espanha. Comeu uma maçã, apenas por obrigação, pois os enjoos inibiam qualquer vontade de comer. Foi até ao quarto, mas Cesc continuava a dormir. Ana decidiu ir tomar um banho rápido para depois estudar um pouco. Entrou na casa de banho silenciosamente para que Cesc não acordasse. Quase no fim do banho, sentiu o toque frio das mãos de Cesc nas suas costas, acompanhado de um beijo no seu ombro.
Cesc – Buenos dias, princesa!
Ana – Buenos dias, Cesc. – disse, virando-se para ele e dando-lhe um beijo.
Cesc – Estás com pressa?
Ana – Porquê?
Cesc – Não sei… Já viste a ironia do destino. Eu vinha tomar um banho e encontrei-te. O destino quer que tomemos banho juntos.
Ana – És tão parvinho, Francesc Soler! Chamas destino ao facto de teres acordado, teres ouvido a água a correr e teres resolvido vir até aqui?
Cesc sorriu-lhe e sussurrou-lhe:
Cesc – Somos nós que fazemos o destino.
Ana – Concordo. E sabes, tenho a manhã toda para este banho…
Cesc –Ui gosto da ideia…
Os dois encheram a banheira e deixaram-se ficar por ali, em silêncio.
Ana – Estás a pensar em quê?
Cesc – Estou tão feliz, Ana.
Ana encolheu-se junto ao seu corpo.
Cesc – Então?
Ana – Cesc, eu tenho medo. Se isto não der certo, tu vais sof…
Cesc – Shiu – disse pondo-lhe o indicador sobre os lábios – Vai correr tudo bem. Eu prometo-te.
Ana – Mas…
Cesc beijou-a, calando-a.
Ana – Amor, lembrei-me agora de uma coisa.
Cesc – O quê? Que me amas? Acho que já sabia isso… - brincou.
Ana – Convencido. Não é nada disso.
Cesc – Então, não me amas? – perguntou, fingindo-se amuado.
Ana – Claro que amo, tontinho! Mas o que me lembrei foi do concerto.
Cesc – Tchii o concerto dos Coldplay?
Ana – Sim. Aquele para o qual me ofereceste os bilhetes para irmos vê-lo ao Vicente Calderón na passagem de ano.
Cesc – Como é que foi?
Ana – Achas que fui Cesc?! Claro que não. Só fazia sentido irmos vê-lo juntos.
Cesc – Então, desperdiçaste os bilhetes?
Ana – Claro que não. Ofereci-os ao Alexandre. Ele e a Margarida são grandes fãs dos Coldplay e estavam em Madrid e tudo.
Cesc – E o Pedro com quem ficou?
Ana – Ficou comigo.
Cesc – Coitadinho do puto…
Ana – És tão parvinho – disse, começando a levantar-se.
Cesc – Onde vais?
Ana – Eu já volto.
Cesc – Ana Fàbregas y Soler…
Ana – Ai és tão chatinho! Vou comer um pouco de gelado porque…porque quero! – tentou encontrar palavras que disfarçassem a situação.
Cesc – Estás com desejos.
Ana – Acontece!
Cesc beijou-a.
Cesc – És tão tontinha quando queres. Tens desejos de gelados? Eu compro uma gelataria só para ti se for preciso!
Ana – Mas estávamos aqui tão bem…
Cesc – Eu contigo estou bem em qualquer lado.
Ana sorriu-lhe enternecida e começou a sair da banheira.
Cesc – Ei eu disse uma coisa tão bonita e nem um beijo mereço?!
Ana – Eu sabia que era pelo beijo!
Cesc – Admito! – brincou.
Ana voltou a deixar cair o seu corpo sobre o de Cesc e beijou-o. Sentiu-o intensificar o beijo e tentar ir mais longe.
Ana – Desculpa mas preciso mesmo do gelado.
Cesc – Já me tinha esquecido!
Os dois saíram, enrolaram-se em toalhas e foram vestir-se. Depois Ana foi até à cozinha e Cesc seguiu-a. Ana maravilhou-se com o gelado, enquanto que Cesc tentava esconder o seu riso.
Ana – Cesc, não gozes!
Cesc – Tem tanto piada…
Ana – Sim, tem uma piada louca… Já te imagino a comprar uma grua para quando eu não me conseguir levantar da cama de tão gorda que vou estar!
Cesc – Estás mesmo parvinha. Mas pronto é das hormonas.
Ana lançou-lhe um olhar reprovador, a que Cesc respondeu com um beijo. Enquanto que Cesc tomava o pequeno-almoço, Ana foi até à sala e ligou a PlayStation.
Cesc – Tu a jogar?! – perguntou surpreendido.
Ana – Pois! Acho que me viciei nisto enquanto que estiveste no Euro. Ainda tive o hospital nas primeiras semanas, mas depois soube que estava grávida e só passei a ter aulas, o estudo e o Thiago.
Cesc – Como se fosse pouco!
Ana – Estava habituada a mais…dinâmica!
Cesc – Sabes que agora com o nosso filho vais ter de abrandar o ritmo.
Ana – Cesc, eu vou cuidar bem de mim e deste bebé.
Cesc – Eu sei que sim. – disse, dando-lhe um beijo na testa – Vai um joguinho?
Ana – Claro! Vamos lá ver se te ganho!
Cesc – Duvido… Eu tenho ANOS de experiência.
Ana – Eu tenho talento natural.
Cesc – Ahahahah claro…
Os dois começaram a jogar e Ana até conseguiu ganhar…em grandes penalidades!
Cesc – Foi sorte! Quem ganha em penalties?!
Ana – Ah não sei. Talvez a final da Champions tenha sido ganha assim!
Cesc – Exceção!
Ana levantou-se, foi até ao quarto e voltou com dois envelopes. Entregou um a Cesc, que o olhou curioso e o abriu de imediato.
Cesc – Dois bilhetes para irmos a Paris em setembro? Não percebo porquê? Conhecemo-nos a 14 de agosto e não a 2 de setembro.
Ana olhou Cesc boquiaberta.
Cesc – Achas que me esquecia? Nem que fosse pela tua grande simpatia… - ironizou.
Ana – Tinhas-me partido a máquina lembras-te?
Cesc – Ia para a apresentação. Estava com pressa!
Ana riu-se recordando aqueles momentos.
Cesc – Afinal o que vamos lá fazer?
Ana deu-lhe o segundo envelope, que Cesc abriu rapidamente.
Cesc – Eu não acredito…
Cesc abraçou-a.
Cesc – Vai ser perfeito! O que mais poderia pedir? Eu e tu, na cidade mais romântica do mundo, ao som da banda que caracteriza a nossa história.
Ana – “You know I love you so” [Tu sabes que te amo tanto…]
Cesc – “You know? For you I'd bleed myself dry” [Tu sabes? Por ti eu daria todo o meu sangue]
Ana beijou-o mas o beijo foi muito curto.
Ana – Amor, hoje não vamos ter a noite para nós…
Cesc – O quê? Porquê? – Cesc já estava a contar com uma bela noite para matar as saudades.
Ana – Porque outro casal precisa mais desta noite que nós.
Cesc – A Di e o Alexis, certo?
Ana – Nem mais.
Cesc – Não pode ficar para amanhã.
Ana – Deixamos a nossa noite para amanhã.
Cesc fez beicinho.
Ana – Cesc!
Cesc – Tudo bem! O que tens em mente?
Ana – Eu vou dar-lhes uma noite no El Palace Hotel de Barcelona e oferecer-NOS para ficar com o Thiago.
Cesc – Vamos tomar conta de um bebé?!
Ana – Exatamente. Parabéns pelo raciocínio, amor!
Cesc fingiu-se amuado.
Ana – Deixa de ser parvinho. Qual é o mal?
Cesc – É tão pequeno, tão frágil…
Ana – Cesc, daqui a 9 meses, se tudo correr bem, vamos ter o nosso filho nos braços, pequeno e frágil.
Cesc – Tens razão. Mas falta-me instinto paternal!
Ana – Só sabes dizer asneiras, não é?
Cesc – Gostas de mim assim – disse, beijando-a. Ana respondeu aos beijos, que se prolongaram até carícias, que por sua vez acabaram por os levar ao chão da sala, onde acabaram por fazer amor.
Entretanto, Adriana dava de mamar a Thiago, enquanto que Alexis ainda dormia. Sempre que tinha aqueles momentos tão íntimos e inexplicáveis com Thiago, recordava as primeiras emoções.

Lembrança
No momento, em que a Ana me pediu para voltar a fazer força, podia jurar que não tinha forças sequer para respirar. Nunca na vida tinha sentido dores tão intensas. Contudo, já não as recordo com a mínima clareza. Quando ouvi o Thiago chorar, senti-me num paraíso. Não sentia uma única dor. Quando pude pegar-lhe ao colo e vê-lo finalmente, senti-me verdadeiramente mãe. Sabia que por ele daria a vida sem pensar sequer duas vezes, aliás sem sequer pensar! O Alexis estava realmente em choque. Senti o sofrimento dele ao ver-me sofrer daquela maneira e senti o reboliço de emoções que o assolaram, quando viu o nosso filho. O tempo parecia ter parado.
Alexis – Ele é tão… - sabia que ele não tinha palavras para descrever aquele momento, eu também poucas tinha.
Adriana – Vivo, perfeito, nosso. – Eram, com certeza, as três palavras indispensáveis. Depois de ter entrado no bloco e ter ouvido a Ana a gritar com a enfermeira, dizendo que a minha vida e a do Thiago estavam em risco, não pude impedir que esse medo me invadisse. Depois era realmente perfeito, não só fisicamente como tanto quaisquer pais desejam, mas também de forma sobrenatural. Era tão…incaracterizável. Ouvir o seu choro, ver o movimento das suas pequenas mãos… E depois era nosso: era um sinal de que o meu amor com o Alexis não tinha limites, não tinha fim.
Alexis – Eu amo-te, Adriana. – Aquele “amo-te” era diferente de todos os muitos outros que o Alexis já me tinha dito. Era tão espontâneo, tão único. Tínhamos sofrido, não só durante o parto, mas também durante a nossa história, mas todo esse sofrimento tinha sido apagado pelo ser que mais rapidamente tínhamos aprendido a amar.
Adriana – Eu também te amo, Alexis. – disse-lhe com toda a sinceridade.
Depois acabaram por levar o Thiago para lhe fazer todos os exames, dar-lhe um banho, vesti-lo. Senti um vazio enorme. Tinha-o tido dentro de mim semanas a fio, tinha-o tido nos braços e agora…tudo tinha mudado. Precisava tanto dele como ele certamente necessitava de nós.
Os dias seguintes no hospital foram bastante cansativos. Ainda não tinha recuperado do parto e já as visitas e a atenção que o Thiago exigia eram muitas. Podia, contudo, destacar dois momentos: por um lado, a primeira vez que dei de mamar ao Thiago. Foi inexplicável. Comentei várias vezes com o Alexis que, apesar de trabalhoso e por vezes frustrante quando o Thiago rejeitava o meu leite, era das experiências que mais felicidade me dava na vida. Era uma ligação inexplicável! Por outro lado, tenho de destacar o momento em que anunciamos a escolha dos padrinhos. Quando escolhemos a madrinha, foi impossível pensarmos noutra pessoa que não fosse a Ana. Ela tinha certamente um papel preponderante em toda a nosso história. Foi importantíssima para que eu e o Alexis vivêssemos a nossa história e, além disso, ainda foi ela a fazer-me o parto. Senti perfeitamente o sacrifício que era para ela. Quanto ao padrinho, confesso que foi totalmente espontâneo. O Alexis não percebeu a minha escolha, nem eu confesso. Tínhamos o irmão do Alexis e o Cesc como principais “candidatos”, mas não esqueço que o Thiago esteve sempre presente em todos os momentos da minha história com o Alexis. Para além disso, o nosso filho tinha exatamente o seu nome. Talvez fosse um presságio… Ele ficou realmente espantado, mas também muito orgulhoso. Senti que eles tinham criado uma ligação tao natural e espontânea.
Quando tivemos finalmente alta, foi um misto de sentimentos bem diferentes: por um lado, era bom voltar a nossa casa, confortável e acolhedora, mas por outro agora eu e o Alexis estávamos sozinhos nesta tarefa de cuidar do nosso filho. A Ana passava lá por casa todos os dias e tentava ajudar-nos em tudo, sobretudo em dar-nos confiança. O Thiago também nos visitava regularmente, tendo sempre um grande sentido de oportunidade. Conseguia estar presente, não impedindo que tivéssemos o nosso descanso. Disso não nos podemos queixar. Todos os nossos amigos moderaram sempre as suas visitas de forma a deixarem-nos descansar. Parecia que inclusivamente tinham horários específicos para fazê-lo. Não me espantava que tivessem falado sobre isso, de forma a proteger o nosso descanso, afinal, estamos rodeados de gente fantástica! As visitas eram sobretudo dos nossos pais e familiares mais próximos e do plantel. Bem, de facto, um dia recebemos todo o plantel de uma só vez. Claro que por uma razão especial…
Adriana – Então, porque me é dada a honra de ter quase 30 homens na minha sala? – brinquei.
Thiago – Bem, como padrinho do Thiago, achei que devia ser eu a oferecer-lhe uma coisa.
Adriana – É assim tão grande que sejam necessários 30 homens aqui? – tornei a brincar.
Thiago – Bem, eles são mais como as velhinhas cuscas…
Villa – Eu digo-te a velha cusca! Desembucha mas é!
O Thiago retirou alguma coisa da carteira, sorriu e entregou-ma. Era o cartão de sócio do Barcelona do Thiago. Ainda mal ele era um cidadão espanhol e ele já era sócio do Barça.
Adriana – Vocês são doidos…
Alexis – Não sei é como demoraram tanto tempo! – brincou.
Pouco tempo depois, já as visitas eram muito menos. Com tanta gente na seleção, Barcelona parecia até ter ficado mais vazia. Via como a Ana sentia saudades do Cesc. Como eu a compreendia! Estávamos os três na sala, quando tocaram à campainha. A Ana foi abrir.
Ana – Olá! Entrem! – ouvi-a convidar alguém para entrar. Rapidamente vi o sobrinho dela correr até à sala e ficar muito espantado quando viu o Thiago. O Alexandre e Margarida não resistiram a rir, perante o espanto dele. O Alexis meteu-se com ele.
Alexis – Então, nem um “olá” nem nada? – o Alexis falava bem devagar com ele, para que ele conseguisse captar as suas palavras. O espanhol ainda não era o forte do Pedro.
Pedro – Olá, padinho! – subiu-lhe para o colo e deu-lhe um beijo na bochecha – Olá, madinha!
Adriana – E eu não mereço um beijinho? – pedinchei. Ele olhou para o Thiago que estava no meu colo bastante desconfiado.
Pedro – Madinha, para onde foi a tua barriga?
Adriana – Lembras-te porque é que a madrinha tinha uma barriga muito grande?
Pedro – Sim. Tinhas um bebé lá dentro.
Adriana – Sim. E esse bebé agora está cá fora.
Pedro – É o bebé que está no teu colinho?
Adriana – É sim. Pedro este é o Thiago, Thiago este é o Pedro.
Pedro – Posso fazer-lhe miminhos?
Adriana – Claro.
O Alexis ajudou-o e ele pegou na mãozinha do Thiago, que acabou por acordar e mostrar-nos os olhinhos mais bonitos deste planeta.
Pedro – Olha, acodou! Quando é que ele vai poder jogar à bola comigo?
Alexis – Ainda falta um bocadinho…
Pedro – Oh está bem…
Alexis – Mas eu posso brincar contigo!
Pedro – Fixe! Mamã, posso?
Margarida – Sim, podes. Mas juizinho.
Pedro – Sim, mamã. Tia, onde está o Cec?
Ana – Está longe, Pedro. Ele teve de ir jogar a um sítio muito longe.
Pedro – Oh mas eu também queria brincar com ele!
Ana – Quando ele voltar, eu prometo que ele te faz uma visita!
Pedro – Está bem. Padinho, vamos?
Alexis – Claro. Vem comigo escolher a bola.
O Alexis e o Pedro desapareceram durante um pouco de tempo, para depois vê-los a entrar, já com o Pedro a trazer uma bola quase maior que ele.
Margarida – Toma o chapéu, Pedro.
Adriana – É, a Margarida tem razão. E tu dás o exemplo, Alexis!
Os dois puseram os seus bonés e saíram para o jardim. Como o Thiago estava a dormir, pousei-o num berço, que o Alexis insistiu em comprar e pôr na sala. Tenho de admitir que ao início não gostava da ideia. Já tínhamos um berço no nosso quarto para ele dormir, para que precisávamos de outro? Contudo, a ideia foi brilhante. Tínhamos o Thiago muito mais perto de nós com aquele berço na sala. Deitei-o e fui até à varanda com os pais do Pedro e a Ana. Reparei que eles estavam a falar do Euro e que a Ana lhes tinha oferecido os bilhetes para irem ver os Coldplay.
Adriana – Como estão a correr as coisas em Madrid?
Alexandre – Demasiado bem.
Ana – Como assim? – perguntou tão surpreendida quanto eu.
Alexandre – Sabes que eu e o pai trabalhamos os dois num escritório de advocacia, não sabes?
Ana – Sim, sei.
Alexandre – Bem, recebemos a proposta de nos mudarmos para a filial de Barcelona.
Ana – Mudarem-se para Barcelona? – perguntou com um sorriso nos lábios.
Alexandre – Há essa hipótese.
Ana – Porque é que não aceitam?
Alexandre – Antes gostávamos de encontrar alguma coisa para a Margarida e para a mãe.
Ana – Então porque é que não…
Alexandre – Porque é que não…
O silêncio da Ana deixou-nos curiosos.
Ana – Bem, tu e a minha mãe trabalham como estilistas, modistas e costureiras, certo?
Margarida – Sim, certo.
Ana – Porque não montam a vossa própria empresa aqui em Barcelona? Aposto que a Di não se vai importar de ser vossa modelo.
Adriana – Eu acho a ideia espetacular.
Alexandre – Bem, vamos fazer as malas, Margarida! – riu-se.
Margarida – Temos de admitir que é uma ótima ideia. Talvez seja melhor começarmos a estudar planos de financiamento.
Continuamos a discutir aquela ideia, que felizmente tem andado para a frente. Era bom estarmos todos juntos. Eu e a Ana tínhamos acabado por arrastar a nossa família para aqui e agora tínhamos tudo para sermos perfeitamente felizes.
Poucos dias depois, uma visita bem mais surpreendente nos apareceu. Tocaram à campainha e como o Alexis estava perdido com o Thiago, por isso, fui abrir.

Adriana – Olá!
Carlota – Olá, Adriana. – saudou-me com dois beijos.
Marcelo – Olá. – deu-me outros dois beijos.
Adriana – Não estava à espera de vos ver por aqui. Entrem!
Eles entraram e seguiram-me até à sala. O Alexis ao ouvir-nos, despertou e calmamente colocou o Thiago no berço. Depois regressou até ao pé de nós.
Alexis – Olá! – primeiro saudou a Carlota com dois beijos e depois apertou a mão do Marcelo, descontraidamente. Definitivamente, estava tudo resolvido entre eles! Que alívio! Podia ter o meu marido e podia ter o meu amigo. – Sentem-se. Estejam à vontade.
Sentamo-nos nos sofás.
Alexis – Então, o que vos traz por cá?
Carlota – Bem, nós ainda fomos à procura da minha cunhada, mas ela parece ter-se eclipsado. Ai cá para mim já trocou o meu maninho – brincou.
Ri-me para mim. A Carlota nem imaginava que em breve seria tia.
Adriana – A Ana está na universidade. Mas deve estar a chegar.
Ver a alegria que ultimamente assolava a Ana era fantástico. Ela queria tanto ser mãe. Estava ansiosa por saber a reação do Cesc.  Continuamos a conversar até que a Ana chegou, enjoada, cansada, maldisposta, enfim, grávida!
Carlota – Tchiii isto é o quê? Síndrome de abstinência de Cesc?
Não me contive e ri. Eu tinha utilizado a mesma expressão, aos primeiros sintomas de gravidez da Ana.
Ana – Fala… Eu pagava para o ver assim toda descontraída no colo do teu namorado.
Carlota – Nem me digas nada. Dá-lhe um filho rapidamente porque sou eu que ando a aturar com a paternidade do teu marido!
Eu e a Ana trocamos um olhar cúmplice.
Ana – E vocês quando se casam?
Carlota – É só pressa de ver o meu maninho ter um ataque cardíaco. Não me digas que queres treinar as reanimações… Bem, animações é o que não vos deve faltar.
Ana – Então não? A mais de 2000 km de distância têm sido cá umas animações que nem imagino como ele tem forças para jogar. Acredita em mim: isso ainda não se faz por internet.
Continuamos a conversar para depois darmos toda a atenção à coisa mais perfeita deste mundo: o meu filho.
***
Adriana interrompeu todas estas lembranças quando sentiu o beijo de Alexis na sua nuca.
Alexis – Bom dia, princesa.
Adriana – Bom dia, amor.
Alexis sentou-se ao seu lado e pegou em Thiago.
Adriana – Vou fazer o pequeno-almoço. Podíamos convidar a Ana e o Cesc para almoçarem connosco.
Alexis – Sim, queres que faça eu isso?
Adriana – Não, eu faço.
Adriana preparou o pequeno-almoço e depois ligou a Ana.
Adriana – Bom dia, grávida!
Ana – Bom dia, mamã babada!
Adriana – Então, já contaste ao Cesc?
Ana – Já.
Adriana – E então?
Ana – Explodiu de felicidade, claro!
Adriana – Eu sabia! Que acham de virem cá almoçar?
Ana – Parece-me muito bem.
Adriana desligou e juntou-se a Alexis que já tomava o pequeno-almoço.
Cerca de uma hora depois, Ana e Cesc apareciam lá. Ana fazia questão de ajudar Adriana no almoço. Enquanto que os rapazes estavam na sala a desgastar os comandos da PlayStation, Adriana abordou Ana na cozinha.
Adriana – Então, quando é que vão anunciar ao resto da família a tua gravidez?
Ana – Ainda não falamos nisso. Mas vamos esperar que se completem os 3 primeiros meses. Isto claro se o Cesc não se importar. Claro que tu sabes e que o Alexis saberá.
Adriana – Estás feliz?
Ana – Nas nuvens. Apesar do medo, está a ser fantástico!
As duas acabaram de preparar o almoço e depois todos se juntaram à mesa.
Ana – Bem, como padrinhos de casamento, aqui eu e o senhor bicampeão europeu, temos algo a oferecer-vos.
Adriana – Ui que medo…
Cesc – Antes disso…  - todos lhe prestamos atenção – Adorei a cena do “senhor bicampeão europeu”.
Ana revirou os olhos com um sorriso nos lábios.
Ana – Tomem! – entregou-lhes um envelope.
Adriana abriu-se e ficou bastante surpreendida.
Adriana – Uma estadia para 24 horas no El Palace Hotel de Barcelona?
Ana – Exatamente. Precisam de tempo para vocês. As 24 horas começam já com o jantar de hoje.
Adriana – Mas…
Ana – Adriana, eu e o Cesc ficamos com o Thiago.
Adriana – Não acho boa ideia.
Ana – Adriana, vocês precisam de tempo para vocês. Eu e o Cesc sabemos tomar conta do Thiago!
Adriana e Alexis entreolharam-se e acabaram por aceitar.
No fim do almoço, Cesc e Ana voltaram para casa para regressarem umas horas depois, prontos para se alojarem em casa de Adriana e de Alexis durante aquela noite.
Ana – Tu vens comigo. – disse para Adriana, subindo até ao seu quarto – Toma. – estendeu-lhe um saco.
Adriana – Ana…
Ana – Adriana, vocês precisam! O Thiago vai precisar de um maninho mais cedo ou mais tarde e vocês não lhe podem perder a prática.
Adriana suspirou mas lá consentiu.
Uma hora depois, descia até à sala.
Alexis esbugalhou os olhos ao vê-la.
Alexis – Bem, - sussurrou-lhe – queres deixar o Thiago órfão de pai?
Adriana – E ainda tu não viste o que se esconde por baixo da roupa…
Alexis sorriu-lhe de forma perversa, levando as mãos às suas ancas e beijando-a.
Ana – Menos, meninos. O Thiago está acordado e a ver isso.
Alexis e Adriana despediram-se e partiram rumo a umas 24 horas inesquecíveis…

Como correrão estas 24 horas?
E Ana e Cesc passarão no seu estágio de pais?

Bem, demorou um pouquinho mais que o habitual, nós sabemos. Mas esperamos poder contar com os vossos comentários! São o melhor que podem fazer por nós. Se não quiserem/puderem comentar, deixem pelo menos a vossa reação. Não precisam de estar registados, basta escolher uma das opções que aparecem aqui em baixo e pelo menos já saberemos que leram o capítulo, que esperemos que tenham gostado!!! Quanto ao próximo, demorará talvez um pouquinho mais. Estamos na fase decisiva do ano :S mas vamos tentar postar!
Beijo

P.S. Temos uma outra fic (http://desempreparasempre28.blogspot.com/) que é ainda recente mas que parece não estar a ser lida por ninguém o que nos entristece. Se pudessem dar uma espreitadela era muito bom. ;)

E já sabem qualquer coisa, deixem o vosso comentário, ou então enviem o vosso e-mail para fics-love@hotmail.com

terça-feira, 22 de maio de 2012

Um pedido, um convite


Olá, meninas!

Hoje vimos aqui para falar de uma fic nossa. A fic chama-se De Sempre Para Sempre (http://desempreparasempre28.blogspot.pt/). Já a lançamos há alguns meses, mas tem ainda apenas 11 capítulos. Gostávamos de convidar-vos a lê-la e a comentá-la. Se gostam de música, moda e bons romances, recomendámo-la!
Quanto a capítulo, está complicado, mas estamos a tentar. Talvez ainda antes do fim-de-semana, mas não prometemos nada!

Beijo