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domingo, 25 de novembro de 2012

123 - "Onde está a fidelidade, o amor e o respeito que me prometeste?!"



(Alexis)
Após um almoço com a Ana e o Cesc que regressavam das férias, decidi ir correr um pouco, já que é algo que há muito se tornou não só um prazer mas principalmente uma necessidade!
Despedi-me da Di e fui correr pelas ruas antigas da cidade. Nada de muito extenso, apenas para libertar algumas energias. A uns metros de casa, já caminhando para relaxar os músculos, avistei uma figura feminina a sair de um carro. Era-me tão…familiar. Andei mais uns metros e reparei que ela se encaminhava para a porta de minha casa. Bastou aproximar-me mais um pouco para reconhecê-la. A Blanca aqui? Corri até ela antes que tocasse à campainha. A última coisa que queria era confusões com a Adriana.
- Blanca! – chamei-a.
- Alexis! – ela correu até mim e atirou-se para os meus braços, chorando.
- Blanca, larga-me! – afastei-a de mim, antes que tal me trouxesse problemas.
- O meu pai morreu! – disse completamente devastada e tornando a atirar-se para os meus braços. Apenas fui capaz de a acolher e tentar consolar.



- Lamento muito, Blanca – apertei-a nos meus braços.
- O…o meu pai, Alexis, o meu pai… Porquê? Porquê? Porquê ele?... Eu não sei viver sem ele – dizia desesperada.
O que poderia dizer? Nada. Limitei-me a acarinhá-la em silêncio. Não sabia o que era perder um pai, nem sequer imaginava. Ela e o pai tinham uma ligação muito forte. Apesar de muito protecionista, era um homem muito justo e trabalhador. Lembro-me perfeitamente de me ter obrigado a ter uma “conversa de homens” com ele antes de eu sair com a Blanca para o baile de finalistas. Foi das pessoas que mais ficou abalada quando ela partiu para Nova Iorque, ainda assim parecia compreendê-la e até apoiá-la. Costumava dizer que ela apenas tinha feito o que ele lhe ensinara: lutar pelos seus sonhos…
Não tenho noção de quanto tempo estivemos assim: simplesmente abraçados. Aos poucos, a sua respiração ia estabilizando e as lágrimas desaparecendo.
- É melhor levar-te a casa – ofereci-me.
- Não é preciso. Eu nem devia ter vindo aqui procurar-te. Mas…eras o único que iria perceber-me.
- Eu levo-te a casa – disse-lhe, impedindo que me contrariasse.
Ela retirou a chave da mala dela e eu destranquei o carro, abrindo-lhe a porta do pendura. Conduzi segundo as coordenadas do GPS, já que não imaginava onde seria a casa dela. Passámos a viagem calados. Sempre que a olhava via-a mirando o horizonte. Decidi não dizer nada. Ela precisava certamente de espaço. Estacionei em frente a sua casa e acompanhei-a até ao interior.
- Ficas bem? – perguntei-lhe preocupado.
- Sim, obrigada. Já fizeste muito por mim.
- Queres que… - tentava ser o mais delicado possível – esteja presente na cerimónia fúnebre?
A expressão dela modificou-se bruscamente, parecendo surpresa e atrapalhada com a minha questão.
- Ah…ele vai ser cremado.
- Ah… ok – foi tudo o que consegui responder – Adeus. Se precisares de alguma coisa…aparece por minha casa.
- Eu fico bem. Não te preocupes.
Aproximei-me dela e dei-lhe um beijo na face. Ela olhou-me intensamente e percebi que estava na hora de eu ir embora antes que ela tentasse fazer algo de que se fosse arrepender.
Saí e corri até a casa, pensando em tudo aquilo… Tinha pena dela. A vida não estava a ser justa…

***

- Cheguei, cariño – anunciei assim que entrei na sala.
A Adriana estava estática em frente à televisão. As lágrimas corriam pela face dela, enquanto os seus olhos estavam vidrados no ecrã. Era o filme do nosso casamento.
- Que se passa, mi reina? – sentei-me ao pé dela e ela rapidamente se levantou, afastando-se.
- Onde está a fidelidade, o amor e o respeito que me prometeste?!

(Cesc)
Estava ansioso pela ecografia e acho que não conseguia escondê-lo. A María colocou o gel na barriga da Ana e começou então a “caça ao tesouro”.
- Está ali – apontou a Ana.
- Ali onde? – deixei escapar.
- Aqui – a María apontou no ecrã e via-se claramente uma mancha onde se conseguia distinguir claramente a cabeça do meu filho.

- Uau – sussurrei – Podemos ouvir o coração?
- É um pouco difícil, mas é possível. Pelo que me contaste, já o conseguiram na primeira ecografia.
- Sim, é verdade  - confirmou a Ana.
Silenciámo-nos e pouco depois lá estava aquele “bum-bum” acelerado a fazer-nos sorrir.
- Bem, ele tem aproximadamente 3 cm – informou-nos, assim que mexeu nos botões quaisquer – E, estima-se que pese, 4 gramas – devo ter feito realmente uma cara de parvo, visto a forma como gargalharam ao olhar-me – Não te preocupes que cresce.
- 4 gramas… - repeti – Devias comer mais – reclamei com a Ana para mais risos surgirem.
- A Ana está ótima – advertiu-me a María – E o bebé também.
A María limpou a barriga da Ana e imprimiu a ecografia. Voltámos a conversar um pouco, para depois sairmos.
- Temos de pôr isto num quadro da sala – disse, olhando a ecografia já dentro do carro.
- Sim, mas agora vamos comer um gelado! – propôs.

***

- Está ótimo – disse quando já se deliciava com o seu enorme gelado em frente ao mar.
- Posso considerar que isto foi um desejo – piquei-a, sabendo bem que ela se considerava uma grávida que não tinha desejos ou mudanças de humor. Simplesmente gostava de dizer que conseguia bem controlar as hormonas. Via-se!
- Sim, podes! Mas acredita que não é boa ideia.
- Ai não?
- Não! Agora que me fizeste admitir que sou uma grávida vulgar com todos os desejos, mudanças de humor e tudo mais que venha incluído, vais ter de lidar com tudo isso.
- Primeiro, de vulgar não tens nada – roubei-lhe um beijo – E depois eu sou forte o suficiente para aguentar com tudo. Como prometi no nosso casamento não é só para a doença e a tristeza mas também na saúde e na felicidade.
Ela abriu-me um grande sorriso. Mais saúde e felicidade era de facto impossível. Estávamos já a trocar alguns beijos quando o telemóvel dela tocou.
- É o advogado – disse, assim que tirou o telemóvel da mala – Sim?

(Ana)
- Boa tarde, Ana – saudou-me.
- Boa tarde.
- Tentei ligar várias vezes ao Francesc mas ele não me atendeu.
- Deve ter desligado o telemóvel. Mas passa-se alguma coisa?
- Já estão em Barcelona?
- Sim, chegamos hoje de manhã.
- O Tiago chegou há minutos à prisão de Barcelona.
- E já pode receber visitas? – perguntei de imediato.
- Já. Eu acompanhei-o durante a viagem. Ele diz que quer ver o Rodrigo.
- Numa hora estou com o Rodrigo na prisão. Até já.
Desliguei de imediato e contei tudo ao Cesc.
- O Tiago já está em Barcelona.
Seguimos para o carro e ele conduziu até a casa, enquanto eu lhe pormenorizava mais a conversa que tinha tido com o advogado. A D. Graça estava a dar a papa ao Rodrigo quando entrámos.
- Olá – saudou-nos.
- O Tiago já está em Lisboa.
Ela olhou-me com os olhos quase a sorrirem.
- Vamos conhecer o pai – falou para o Rodrigo que a olhava rindo-se sujo com a papa – Vou só trocar-lhe de roupa.
Quinze minutos depois, já se encontravam prontos. O Cesc pegou no Rodrigo ao colo para o levar até ao carro e colocar na cadeirinha. Segui atras dele com a D. Graça. A mesma ânsia nos assolava… Ela entrou para o banco de trás, enquanto eu fui ao pé do Cesc. A viagem foi silenciosa. Estávamos nervosos… Desejávamos tanto aquele momento.
Vinte minutos depois, chegávamos à prisão.
- Boa tarde – saudei o rececionista – Vínhamos fazer uma visita a Tiago Rodrigues.
O rececionista olhou atentamente o Cesc, provavelmente por reconhecê-lo.
Fez um telefonema e em minutos um guarda já estava ao pé de nós para nos acompanhar. Andámos alguns metros até a uma porta. O guarda abriu-a e do outro lado estava já o Tiago…

Como será o encontro entre Tiago e o filho Rodrigo?
Haverá maneira de tirá-lo da prisão?
E a conversa entre Alexis e Adriana como acabará?

Olá!
Sei que demorei a postar, mas as aulas e os testes estão a roubar-me o tempo. Ainda assim são 1:16 de sábado e estou a fazer um esforço para manter a pestana aberta e dar-vos este capítulo.
Espero que gostem e deixem os vossos comentários/reações.
Muito obrigada por seguirem esta história!

Beijo
Ana

sábado, 17 de novembro de 2012

Capítulo 122 - "Começo a ter ciúmes do cão"

Olá, meninas!
Tenho tido uns "conflitos" com o blogger. Tudo o que posto não aparece referenciado nos blogues que 'patrocinam' a fic:


Apesar disso o capítulo 122 já foi postado ontem: 122 - "Começo a ter ciúmes do cão"

Peço-vos também que respondam à sondagem ao lado para eu perceber se muitas de vocês dependem da interligação com outros blogs para saber as novidades desta fic ;)

Beijo
Ana

P.S. Isto também me está a acontecer com a Give :s (o capítulo 25 já está postado há uma semana)

122 - "Começo a ter ciúmes do cão"

(Ana)

- As férias escaldantes da família Fàbregas?! – li enquanto pegava na revista da banca do quiosque.
- Ana, não vamos ler isto. Não te faz bem – aconselhou-me o Cesc.
- Não me faz bem?! Não me faz bem?! Olha-me esta foto de capa! Olha! – estiquei-lhe a revista como se ele ainda não a tivesse visto.
Peguei na minha carteira e tirei dinheiro para pagar a revista. Segui para casa furiosa enquanto o Cesc me pedia a calma que eu não conseguia ter. Assim que passámos o portão da moradia, sentei-me nas escadas e folheei a revista.

Cesc Fàbregas e a esposa Ana Fàbregas Y Soler disfrutaram das suas férias em Itália, mais propriamente em Costa Esmeralda, um dos destinos mais paradisíacos do mundo. Ao que tudo indica, tudo terá sido preparado em segredo pelo campeão europeu, que quis surpreender a esposa de quem esteve afastado quase um mês em prol do Europeu de Futebol.
Apesar de terem sempre tentado ocultar o seu destino, a imprensa italiana não deixou escapar o casal, que aproveitou as férias para namorar bastante.
O jogador do Barcelona terá alugado uma mansão onde o casal terá passado duas semanas. O casal que em menos de um ano se encontra já casado não se coibiu de mostrar o seu amor e até foi captado em momentos mais íntimos. Agora, e com insinuações da imprensa italiana referindo que a jovem portuguesa terá agora formas mais redondas, espera-se o alargamento da família!

Sucediam-se imagens nossas, por vezes, nos momentos mais íntimos que nunca esperamos ver observados e muito menos fotografados e divulgados por toda a Espanha. 









Era ainda referido o site da revista, onde constariam mais fotografias. Peguei na chave e entrei em casa completamente fora de mim. Peguei no portátil e liguei-o.
- Ana, deixa isso! Não vais resolver nada! - implorava-me o Cesc.
Obviamente que não acedi aos seus pedidos. Fui até ao site e encontrei uma galeria inteira dedicada às nossas férias. Cada foto mais privada do que outra. Estava furiosa. 




















































Twitter e Facebook espalhavam estas imagens e muitos já afirmavam que eu estava de facto grávida. Muitos davam já previsões de datas de nascimento do meu filho e até já especulavam sobre o sexo que nem mesma eu sabia!
Dezenas de fãs me perguntavam se eu estava de facto grávida e muitos já me davam os parabéns. Respirei fundo e fechei o portátil. Atrás de mim, sentado no sofá, o Cesc observava-me impávido e sereno.
- Mais calma? – perguntou-me – Ana, sei que é complicado, mas quando algo sai para a imprensa não é por veres tudo o que escrevem e publicam que vais fazer com que desapareça. Não cometemos nenhum crime em Sardenha e, por isso, não devemos envergonhar-nos. Eu sei que te custa ver a nossa privacidade invadida, eu também não gosto, mas infelizmente acontece. Vamos acalmar-nos e ignorar isto, pode ser?
Levantei-me e atirei a revista que ainda tinha nas mãos para um caixote do lixo. Depois fui até ao sofá e sentei-me no colo do Cesc.
- Pode – respondi-lhe, roubando-lhe um beijo – Desculpa.
- Ana, não tens de pedir desculpa. Sei como custa e conheço-te o suficiente para perceber que para ti a privacidade é das coisas mais valiosas. Também não gosto de te sujeitar a isto.
- Vamos esquecer – finalizei.
Ele beijou-me suavemente para depois ficarmos alguns minutos simplesmente a mimar-nos.
- Bem, vamos buscar o Peti! – sugeri, levantando-me.
- Na na na! – puxou-me pelo braço fazendo-me cair de novo no seu colo – Antes temos uma coisita para falar.                                                                          
- Cesc...
- Calma! Ainda nem disse do que se trata e já estás a partir do pressuposto que fiz algo mal.
- Sim, tens razão. Desculpa. Mas agora diz lá porque fiquei curiosa!
- Lembras-te de quando fomos à primeira ecografia com a Marta?
- Sim, Cesc, a gravidez ainda não me afetou a memória – ironizei.
- Eu não resisti a pegar no contacto que ela nos deu da obstetra, a María.
- Porque o fizeste? – perguntei surpreendida.
- Sabes o quanto quero ter este filho e quero que tudo esteja perfeito. Quero assegurar-me que tu estás bem e que o nosso filho também está. Tenho ligado várias vezes à María e tirado as minhas dúvidas. Sinceramente, uma mulher já é complicada, então quando está grávida é um quebra-cabeças! – dei-lhe uma palmada no braço! – Au! – queixou-se – Sabes bem que é verdade! Devem ser as hormonas, mas os desejos seguidos de enjoos, seguidos de uma fome avassaladora, que acabam na falta de apetite deixam-me à nora! – não contive o riso. De facto, tenho sido uma grávida complicada.
- Então tens chateado a María?
- Sim! Principalmente, quando fomos de férias. Tinha algumas dúvidas sobre a viagem, a adaptação ao novo país, os cuidados especiais a ter…
- Resumindo: és um pai picuinhas!
- Oh chama-me o que quiseres, mas continuando, ela disse-me que deveríamos marcar uma consulta com ela por esta altura da gravidez e então eu…não resisti marcar para o dia da nossa chegada – revirei os olhos.
O Cesc estava completamente babado pela ideia de vir a ser pai. Não podia negar que era amoroso vê-lo assim tão preocupado e carinhoso.
- E a que horas é a consulta? – perguntei, abrindo um sorriso, dando a perceber que não estava chateada por ele ter feito tudo sem me consultar.
- Às quatro.
- Então, ainda temos tempo de ir ver o pessoal e ir buscar o Peti! – disse, levantando-me do seu colo.
- Começo a ter ciúmes do cão – resmungou, amuando.
- Ai é? Então vou pedir ao cão que me faça companhia no banho! – atirei.
- Na na na – levantou-se e envolveu-me nos seus braços – Eu faço isso. Até porque o Peti não pode fazer isto – pegou-me ao colo – nem isto – beijou-me suavemente.
- Isso foi uma tentativa de me convencer que és melhor do que o Peti?
- Não – respondeu-me confuso com o rumo que a nossa conversa tinha tomado.
- De repente esta conversa ficou tão estranha – confessei, rindo-me – Duvido que nos leve a lado algum.
- A conversa não nos vai levar a lado nenhum, mas eu cá vou – beijou-me fugazmente e levou-me até à banheira. Mimou-me bastante sem pressas como se tivéssemos a eternidade para ali estarmos. Reparei que se focava na minha barriga, acariciando-a bastantes vezes.
- Nunca mais cresce – queixou-se.
- Sim, sim, agora é porque a barriga nunca mais cresce, daqui a uns meses é porque ele nunca mais nasce…
- Paciência não é o meu forte – defendeu-se – Não estás ansiosa por teres uma barriga bem redondinha, por sentires o nosso filho aos saltinhos aí dentro, pelo primeiro pontapé?
- Claro que estou. Mas não te podes esquecer que foi a junção de duas coisas microscópicas que deram origem ao nosso filho, portanto aguenta os cavalinhos. Isto não é juntar uns pozinhos de fada e depois aparece um bebé de 50 cm e 3 kg, prontinho a nascer!
- Desculpa mas chamaste os meus admiráveis genes de “coisa microscópica”?
- A sério que o teu raciocínio parou nessa parte?
Desatámos a rir-nos e aproveitamos os minutos seguintes para trocar mais alguns beijos inocentes. Acabámos por sair e nos vestirmos, para depois fazermos o almoço entre muitas brincadeiras.

Ao início da tarde, fomos visitar a Di. O meu afilhado estava enorme e cada vez mais ativo e brincalhão. O Peti não escondeu a sua felicidade por nos ver de novo cá, apesar de saber que o Alexis o mimou e muito! Se não fosse a má relação da Adriana com animais, aposto que o Alexis já tinha um mini canil em casa! Também encontrei por lá a D. Graça e o Rodrigo que passeava animadamente pela casa, gatinhando, mas já dando alguns passitos sempre agarrado à Graça. Estive um pouco à conversa com ela sobre a transferência do Tiago para Barcelona. Segundo o advogado, realizar-se-ia ainda esta semana. Partilhávamos o mesmo sentimento em relação ao Tiago: muito carinho.
Apesar de tudo, o Tiago era como um irmão para mim e como um filho para a D. Graça.
Quando a hora da consulta se aproximou, eu e o Cesc acabámos por nos despedir de todos e sair. Ele estava em pulgas, por isso, fui durante toda a viagem ouvindo as suas expetativas de pai babado.
Quando chegámos à clínica, pouco tivemos de esperar. Ainda não conhecia a María, mas pelo Cesc dizia ela era bastante paciente e compreensiva. Pelo menos, segundo o Cesc, ela tinha-se sempre mostrado recetiva a ouvir e esclarecer as suas dúvidas mesmo que fossem óbvias ou descabidas (coisa que acreditava que o Cesc, no meio de toda a euforia de ir ser pai, era capaz de fazer).
Pouco estivemos na sala de espera.
Realmente, tinha de concordar com o Cesc: a María era bastante simpática e criava uma relação de grande confiança entre nós. Deixava-nos completamente à vontade, tentando sempre ser o mais explícita e acolhedora possível. Durante a primeira parte da consulta estivemos sobretudo a falar do meu historial de gravidezes, a falar das minhas primeiras semanas de gestação e até a prever a data do parto.
Chegava finalmente a parte da ecografia e eu estava ansiosa. Tinha tanto medo que algo estivesse mal…

(Adriana)
Enquanto a Ana esteve de férias em Itália com o Cesc, o meu mês de julho passou-se em Barcelona com os homens da minha vida. Após a minha participação no Hombres Mujeres y Viceversa, a imprensa agitou-se à volta da nossa família mas felizmente conseguimos contornar isso.
O meu piolho está cada vez mais esperto! Adora que o deitemos no sofá enquanto a televisão está ligada, adora andar de carro e até gosta que cantemos para ele (incluindo o Alexis!). O que não dispensamos é, de manhã, deitá-lo na nossa cama entre nós. É já uma rotina inquebrável que ele adora, aliás, todos adoramos!
Hoje a Ana e o Cesc chegavam de férias e como já previa vieram visitar-nos. O Cesc estava uma pilha porque a seguir teriam uma consulta. Aqueles dois mereciam aquela gravidez, sem dúvida alguma.
- Amor, vou correr um pouco – informou-me o Alexis já equipado e pronto para sair de casa.
- A querer recuperar a forma a uma semana do início da pré-época? – piquei-o.
- Eu nunca baixei a forma – deitou-me a língua de fora. Aproximou-se de mim e despediu-se com um beijo.
Meia hora depois de ele ter saído e já farta de estar entre aquelas quatro paredes, decidi pegar no Thiago e ir passear um pouco por Barcelona, já que o dia estava ótimo até para um bebé como o meu pequeno.
Contudo, arrependi-me no instante em que pus o primeiro pé fora de casa. Vi o que menos queria e o que menos esperava… O Alexis e a Blanca cumplicemente abraçados…



O que terá acontecido para Alexis e Blanca estarem abraçados? Qual será a reação de Adrian?
Trará a ecografia de Ana boas ou más notícias?
E como será a transferência de Tiago para Barcelona?

Olá!
Tardou mas chegou! Espero que tenham gostado e que deixem os vossos comentários!

Beijo  
Ana